Na segunda-feira, ele usou as penalidades impostas a mesquitas para promover sua campanha eleitoral, gabando-se de uma multa aplicada a uma mesquita na cidade de Tel Sheva, no sul do país.
A iniciativa ocorre em meio à intensificação da disputa entre os partidos políticos israelenses antes das eleições marcadas para 27 de outubro. Partidos árabes acusam Ben-Gvir de explorar medidas contra a comunidade árabe em Israel para fins eleitorais e para intimidar eleitores árabes.
No domingo, a polícia israelense, que está subordinada à autoridade de Ben-Gvir, invadiu a Mesquita Al-Rahma, no bairro de Abu Anza, em Tel Sheva, e aplicou uma multa por suposto volume excessivo de seus alto-falantes.
Ao publicar uma foto da mesquita no Telegram na segunda-feira, Ben-Gvir disse que policiais foram ao local, mediram o nível de ruído e aplicaram uma multa por causar “barulho inaceitável”.
“Isso não se limita a Tel Sheva”, afirmou, acrescentando que a polícia estava aplicando em todo o país as normas sobre violações de ruído envolvendo mesquitas, conforme uma política introduzida por ele.
Ben-Gvir alegou que o problema havia sido negligenciado por décadas e disse que mudou a política desde que assumiu o cargo.
“Embora a situação ainda não seja perfeita e ainda haja espaço para melhorias, sem dúvida estamos avançando na direção certa”, acrescentou.
Nas últimas semanas, Ben-Gvir também destacou a demolição de casas de árabes em Israel como parte de sua campanha eleitoral.
Partidos árabes apresentam petição
No domingo, a Lista Árabe Unida, uma aliança de três partidos políticos, anunciou que apresentou uma petição urgente ao presidente da Comissão Central Eleitoral de Israel contra Ben-Gvir, seu partido Poder Judaico, a polícia e as autoridades israelenses de fiscalização de terras.
A aliança afirmou que buscava impedir o uso do que descreveu como demolições e despejos politicamente motivados em comunidades árabes para fins de campanha eleitoral.
Segundo a petição, Ben-Gvir publicou um vídeo da demolição de um edifício residencial no bairro de At-Tur, em Jerusalém Oriental ocupada (al-Quds), aparecendo ao lado de escavadeiras e policiais enquanto se vangloriava de que as escavadeiras do governo nunca param de trabalhar.
A aliança também acusou as autoridades de reativar casos de despejo que permaneciam sem execução há mais de duas décadas, com datas de cumprimento coincidindo com o dia da eleição.
Ela pediu ordens judiciais que impeçam Ben-Gvir e seu partido de usar demolições e despejos para fins de campanha e que proíbam a polícia e os órgãos de fiscalização de fornecer pessoal e equipamentos para essas atividades.
“Ben-Gvir deve ser impedido de transformar a demolição das casas de famílias árabes em material de campanha eleitoral”, afirmou a aliança.
A Lista Árabe Unida acusou Ben-Gvir e o governo do primeiro-ministro do regime israelense, Benjamin Netanyahu, de buscar realizar demolições e despejos antes e durante as eleições para espalhar medo, desencorajar a participação e suprimir o voto em comunidades árabes.
Ela instou os árabes israelenses a participarem das eleições de 27 de outubro.
Os cidadãos árabes representam cerca de 20% da população de Israel, de mais de 10 milhões de habitantes, e há muito tempo se queixam de políticas discriminatórias, especialmente sob o atual governo de Netanyahu.
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